quarta-feira, 9 de julho de 2008

DIABETES MELLITUS

Diabetes mellitus é um nome comum a algumas doenças bastante conhecidas pelo público em geral, entre elas o Diabetes tipo 1, o Diabetes tipo 2 e o Diabetes gestacional. Este grupo de doenças caracteriza-se por um distúrbio do metabolismo, ou seja, um "erro" nas reações químicas vitais.

O nosso corpo possui uma infinidade de glândulas, todas com a função de produzir e secretar algum produto final. Dentre elas encontramos algumas chamadas glândulas exócrinas, que secretam seus produtos no meio externo, por exemplo, as glândulas lacrimais que produzem e secretam as lágrimas e as glândulas sudoríparas responsáveis pela formação e excreção do suor.

Mas há um grupo de glândulas especiais que são classificadas como glândulas endócrinas, ou seja, sua produção não é secretada no meio externo e sim na corrente sanguínea, de onde irá agir em alvos precisos. As substâncias produzidas por esse tipo de glândulas (endócrinas) são geralmente chamadas de hormônios.

Uma dessas glândulas é a chave para entendermos mais sobre o Diabetes, trata-se do pâncreas, glândula muito importante do Sistema Endócrino, pois produz várias substâncias que atuam em reações metabólicas preciosas para o equilíbrio dinâmico do organismo, a homeostasia.

O pâncreas localiza-se bem próximo ao fígado e é a maior glândula endócrina do corpo, seus produtos que merecem destaque são o Glucagon e a Insulina, ambos hormônios. O Diabetes caracteriza-se pela incapacidade total ou parcial do pâncreas em produzir o hormônio Insulina. Como a Insulina é o hormônio responsável em carrear a glicose (açúcar) do sangue para armazenar nos tecidos, principalmente fígado e músculos, a sua diminuição ou até mesmo a sua ausência ocasiona um aumento dos níveis de glicemia (açúcar no sangue).

E a partir dessa explicação alguns podem concluir que, para que o Diabetes não evolua é só não comer açúcar, mas não é bem assim que acontece.

Na dieta do dia-a-dia obtemos vários alimentos que serão transformados em glicose através de reações químicas, são os alimentos ricos em carboidratos (pães, massas, arroz e muitos outros). O organismo faz essa transformação química (metabolismo) para poder funcionar de forma adequada, já que as moléculas de glicose serão transformadas em energia que será o combustível das reações vitais.

Essa transformação ocorre através da digestão. O alimento ingerido sofre a ação de enzimas, que são substâncias químicas capazes de acelerar as reações de catabolismo (quebra das substâncias químicas) e transformar o carboidrato, que é uma molécula "gigante", em glicose que é uma molécula bem pequena, assim ela será absorvida e encaminhada até a corrente sanguínea de onde será transportada pela Insulina até as células do corpo para serem armazenadas e depois transformadas em energia.

A absorção da glicose ocorre no intestino delgado. A glicose após ser absorvida e transportada para a corrente sanguínea. Ao chegar na corrente sanguínea a glicose manda um sinal químico para o pâncreas que começa a secretar insulina. A função da Insulina é transportar a glicose do sangue para os órgãos, principalmente fígado e músculos, onde ficará armazenada até a sua utilização. O excesso de glicose na corrente sanguínea, implica em falta desta nos demais órgãos que não terão a energia necessária para as suas reações vitais. Além do mais o excesso de glicose no sangue pode torná-lo viscoso ("grosso") e por isso mais propenso a coagulações.

DIAGNÓSTICO

Para investigar se a pessoa tem diabetes deve-se colher sangue após jejum de 8 horas para dosar o nível de açúcar no sangue. Atualmente se preconiza um valor normal de glicemia de jejum entre 60 a 100mg/dl. Caso o valor for superior a 100 mg/dl deverá ser feito uma abordagem mais criteriosa, a fim de confirmar o diagnóstico de Diabetes, e outros exames serão solicitados.

FATORES DE RISCO PARA O DIABETES MELLITUS:

* Idade igual ou superior a 45 anos;

* História familiar de Diabetes Mellitus (pais, filhos e irmãos);

* Sedentarismo;

* Taxa de HDL-c ("bom" colesterol) baixa ou de triglicérideos elevada;

* Hipertensão Arterial;

* Diabetes Mellitus gestacional prévio;

* Excesso de peso (Índice de Massa Corporal - IMC igual ou maior a 25);

Para se calcular o IMC:

PESO

____________________________ = VALOR MENOR QUE 25 (IDEAL)

ALTURA X ALTURA

PREVENÇÃO

A causa do Diabetes é em geral, genética, ou seja, herdamos de nossos pais ou avós ou bisavós, a possibilidade de desenvolver a doença. Mas mesmo com a herança genética do Diabetes presente, um indivíduo poderá passar a vida inteira sem desenvolvê-la. Combatendo os erros alimentares e o sedentarismo é possível retardar e até prevenir o diabetes tipo 2.

A Dieta recomendada ao diabético é a mesma indicada a qualquer pessoa que deseja uma vida saudável, por isso é um erro chama-la de dieta do diabético, a nomenclatura adequada é a dieta da vida saudável.

Esta dieta deve ser hipocalórica, ou seja, com um total de calorias, apenas necessárias ao gasto energético. E deve ter restrição de carboidratos, isso implica em selecionar apenas um grupo deste alimento em cada refeição (nunca arroz, macarrão e pães na mesma refeição). Mas, para saber mais detalhes sobre o quanto é necessário e o que selecionar para consumir diariamente, consulte um profissional Nutricionista, ele certamente irá orienta-lo da forma mais adequada.

No caso especial dos diabéticos esta dieta é obrigatoriamente isenta de açúcar que deverá ser substituída por um adoçante artificial. É importante lembrar que a escolha do adoçante também deve ser orientada por um profissional de saúde (Enfermeiro, Médico ou Nutricionista), pois, hipertensos tem restrições a certos adoçantes artificiais que contém sódio (Na+) na fórmula. Os adoçantes naturais contêm frutose que é similar à glicose, por isso NÃO devem ser indicados aos diabéticos.

Outras atitudes em relação ao estilo de vida podem melhorar e muito a qualidade de vida do diabético e evitar que esta doença surja naqueles que possuem alguma propensão.

Entre elas destacamos:

* A prática de exercícios físicos regulamente. Mas antes de iniciar devemos passar por avaliação cardiológica e todo exercício deverá ser realizado sob orientação de um profissional Educador Físico;

* Parar de fumar;

* Emagrecer caso o IMC esteja superior a 25;

* Controlar a Pressão Arterial.

Para saber mais visite o site: www.luborlotte.xpg.com.br
Profª Enfª Luciene Freitas Lemos Borlotte
Especialista em Educação Profissional
Nurse Care Center - Consultoria e Treinamentos

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